Fisioterapia na recuperação do paciente com câncer de mama

5 de Março de 2012 Notícias

A Fisioterapeuta Iara realizou dois estudos com pacientes portadoras de câncer de mama que se tratam na Clinionco ou na clínica Fisiomama. Ambos os estudos mostraram a importância da atividade física e da fisioterapia na recuperação destas pacientes.

As Atividades Complementares e a Qualidade de Vida de Pacientes Pós-Câncer de Mama

Este estudo abordou as atividades complementares e a QV (qualidade de vida) de pacientes pós-câncer de mama, através de um levantamento bibliográfico sobre câncer de mama, atividades complementares, atividade física e trabalhos em grupo. O objetivo do estudo foi verificar a QV de pacientes oncológicos que realizam atividades complementares e os que não realizam.

Resultados: As 22 mulheres que participaram deste estudo foram divididas em dois grupos: G1 pacientes que não realizam atividades complementares e G2 pacientes que realizam. Observou-se que as estratégias de enfrentamento mais utilizadas (coping) pelos dois grupos foram: suporte social, reavaliação positiva, resolução de problemas e autocontrole.

Quanto ao questionário de QV, constataram-se melhorias significativas do G2 em relação ao G1 (nesta ordem): aspectos físicos, aspectos emocionais, dor, saúde mental e os aspectos sociais. Por um lado, as complicações pós-cirúrgicas bem como as alterações funcionais, emocionais, sociais, levam a pior QV. Por outro lado, as pacientes do G2 referem melhoras significativas em sua QV com melhor enfrentamento e recomposição de forças, através destas atividades.

Conclusões: Verifica-se que as Atividades Complementares são de extrema importância para enfrentamento e “desfoque” da doença levando a um incremento na QV destas pacientes.

O Impacto das Orientações Ergonômicas e oTratamento Fisioterapêutico das Mulheres Pós-Cirúrgicas de Câncer de Mama que Retornam ao Trabalho

Este estudo abordou a reintegração profissional da mulher após um câncer de mama, através de um levantamento bibliográfico do câncer de mama, trabalho, qualidade de vida e atividades ocupacionais, objetivando avaliar o impacto das orientações ergonômicas e o tratamento fisioterapêutico  destas mulheres no retorno ao trabalho, concluindo com a verificação da importância deste retorno com preparação prévia para tal.

Resultados: Na mostra de 30 mulheres com idade entre 30 e 70 anos, as sequelas mais observadas foram o edema e a dor presentes nas pacientes não adaptadas ao trabalho.  Os resultados mostraram-se bastante satisfatórios nas pacientes adaptadas, sem geração de conflitos na continuidade de atividades anteriores. Pelo teste exato de Fischer observou-se associação significativa (p= ? 0,01) entre as variáveis empregadas. Na regressão Logística Binária verificou-se que há 12,857 vezes mais chance de sentir dor e 43,333 vezes mais chance de ocorrer edema não fazendo adaptação em relação as mulheres que a fizeram.

Conclusões: Sob o ponto de vista da reabilitação, fica clara a importante contribuição que a ergonomia, numa visão macro associada à fisioterapia aplicada à mastologia  podem dar para a reinserção destas mulheres no mercado de trabalho.

Fonte: CliniOnco – Clique para ver a notícia original